terça-feira, 19 de maio de 2015

Insegurança Pública

Por:Marcos Mucciatto
No campo e nas cidades, a ordem e a segurança públicas estão seriamente comprometidas. Os espaços públicos muitas vezes pertencem aos criminosos. E poucos espaços privados, como as residências, altar sagrado de qualquer democracia ainda estão garantidos por seus ocupantes através de grades ou quando seus usuários podem pagar os elevados custos da segurança privada, em suas várias formas. Mesmo diante de um quadro aterrador de quase 60 mil homicídios por ano, latrocínios, roubos, furtos, ataques a pessoas e bens, entre muitos outros delitos, o governo insiste em manter no cargo, as mesmas pessoas que desconhecem a realidade, como o Ministro da Justiça e a Secretária Nacional de Segurança Pública. Esta nem passado no ramo tem. Mas, tem o principal:militância partidária.
DROGAS  E DESARMAMENTO
Além de não atacar as causas da violência e da criminalidade, entre as quais o uso e o abuso das drogas, onde mais de 85% dos delitos praticados no país tem alguma relação com drogas, os governantes insistem no desarmamento civil da população e em outras ações inócuas, caras e dispersivas. Alguns atribuem aos governos anteriores a 2003 a política de desarmamento civil. Não é verdade. Mesmo no regime militar nunca se tentou isso. Fernando Henrique ensaiou alguns passos nesse baile, mas, inteligente, saiu à francesa. O mal denominado Estatuto do Desarmamento foi votado na calada das longas noites legislativas e assinado em 23 de dezembro de 2003.
REFERENDO IGNORADO
Em 2005, houve o referendo em que a população, por imensa maioria, recusou a proposta de desarmar a sociedade. Mais uma decisão popular jogada ao solo e pisada pelo governo desarmamentista e seus papagaios de piratas apaniguados com verbas públicas e outras benesses. Alguns sonhadores crédulos em contos da carochinha, também avaliam que as armas vão desaparecer da terra por alguma mágica ou dispositivo legal. Talvez desconheçam por onde entram fuzis, metralhadoras, granadas e foguetes no Brasil. Hoje a grande porta de entrada de armas pesadas é a Venezuela, coincidência ou não, é justamente onde a presidente desativou um batalhão de fronteira do Exército Brasileiro.
GARANTIA DE AUTODEFESA
Para isso as leis existem. Armas legais para cidadãos legais que podem contribuir para a segurança coletiva. Muitos atos de violência contra mulheres, velhos e crianças poderiam ser evitados, quando praticados por bandidos armados de paus, pedras, facas e canivetes, simulacros de brinquedos ou mesmo a simples sugestão de ameaça, se houvesse um cidadão armado por perto. No Rio de Janeiro talvez isso nem adiante mais, porque bandidos já passaram desta fase, a maioria dos arrastões são feitos com fuzis AR 15, conforme matéria veiculada no Bom Dia Brasil.  É preciso mudar para garantir o direito à legítima defesa. Mudar a política e os políticos. Senão outros direitos serão também atingidos. Caso você, leitor, não aprecie armas, desconhece seu uso, avalie que não deve usar uma, pelo menos pense na realidade dos direitos de cidadania e que um cidadão armado, um dia, pode ser sua salvação e de sua família. Afinal, militares e policiais são, também, cidadãos. E até eles o governo tenta desarmar. 
Nota do editor do blog: Seguindo orientação de um comentarista famoso da região, que prega:  "arma nenhuma mata, mata é quem manuseia ela.."

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O político como instrumento de destruição

O povo recebeu migalhas de melhorias em seu nível social mas não sabia que a manobra acabaria dizimando gradativamente à todos, é isso que vivemos hoje, estamos sendo massacrados por uma crise que, infelizmente ainda se encontra em seu estágio de sufoco no início, nada se decide em prol da coletividade sem acertos, benefícios, indicações e alianças, malignas como sempre.

Isso seria, numa primeira análise, problema crônico de um Brasil como todo, mas não, a coisa desandou em todas as esferas pois o federal te aperta, o estadual manda bater e o municipal não atende as necessidades básicas. Não se passa um dia, aqui na Terra das Cataratas, que a questão de saúde vem à tona, sempre com um histórico nada elogiável.

A função de nosso secretário de saúde, que era de gerir a pasta, é hoje um verdadeiro exercício de justificativas, onde se mexe aqui, ali e ora, acolá e tudo segue sempre na mesma toada. Seria até o fato de se questionar sem o intuito de atacar sua honra, qual preservamos, mas não faz por que não sabe ou por que não pode? Isso é só um caso.

Do outro lado um deputado declara aos jornais que é a favor da corrupção pois não dá para viver com 8 mil reais mensais. Imagina então viver com dois salários mínimos e ter a obrigação de pagar tais virtuosos salários? Os inquilinos do poder e toda sua assessoria, salvo raras exceções, fazem na máquina pública um duelo onde impera totalmente a deslealdade motivada por uma virtude de puro egoísmo, ganância e assim vai. Desculpe, não se pode chamar isso tudo de virtude ou seria sim uma virtude, negativa.

De todo lado que se vira vem facada nas costas do contribuinte. Soube-se, pela imprensa, que a senhora Luciana Genro, filha do todo poderoso Tarso Genro, acaba de assumir um cargo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Coordenadora da bancada do Psol com um generoso salário de R$ 16.900 mensais.  Chorando para não rir, mas sabe-se que o referido partido possui somente 1 (UM) deputado eleito e olhem só, coincidentemente, é o marido dela.

É uma verdadeira bofetada na cara do povo e ninguém, nenhum partido, de oposição ou não, moralista ou não, reclamou dessa barbaridade pois, se existe para o Psol lá, existe para o PSDB, PT, PMDB e outros nanicos seca teta. A coisa fica mais irritante quando, em um canal de televisão em Foz do Iguaçu hoje, mostra um jovem pedindo ajuda de R$ 350,00 para comprar remédios pois deve ter apelado para todos os órgãos responsáveis e até agora nada, não lhe estou outra alternativa senão apelar, via televisão ao povo mas, gratificação por exercer a função de "fiscal de contratos" na câmara de vereadores, isso sim, isso pode, está na lei. Está na lei também que é dever do estado suprir a necessidade do povo com saúde, educação e segurança mas a resposta já foi decorada, não é de minha competência...

Chega!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Caso Gleici Hoffmann, surgiu uma dúvida...

Com certeza já ouviram falar do doleiro, não de um doleiro, mas sim do doleiro. Aquele mesmo que há pouco era muito assediado nos meios políticos e que, sabe-se lá por qual motivo, de uma hora para outra, sem explicação, juram nunca ter falado com ele, estado com ele, ou ainda quando muito, que o conhece pelo nome. Pois é, foi ele que disse aos membros da CPI que a senhora Gleisi Hoffmann recebeu, por seu intermédio, 2 milhões de reais, via caixa dois, para sua campanha ao senado, ela nega, e não sou eu que vou afirmar se verdade ou não, agora a questão é outra.

Ela nega e no meu modesto entender das coisas, tem três motivos para a negação. A primeira diz respeito a sua inocência e, se verdadeira, deve negar mesmo.

A segunda e mais complicado ainda para ela, é não negar e ser enxotada do seu partido, como foi seu companheiro de estrada André Vargas que, diga-se de passagem, o suposto valor entregue à ela é trocado perto do que faturou as empresas de Vargas. Voltando ao assunto, não vai restar ao PT que assim como outros partidos, estão com a moral e ética no limite mais baixo possível, mantê-la em suas fileiras e confrontando assim, a opinião pública, exclui-se daqui Veja, IstoÉ e outras mídias golpistas, a opinião de quem paga realmente a conta.

A terceira suposição de sua eminente negação vem em razão de perder seu "suculento" cargo de senadora pois não acredito, provando-se a veracidade daquilo que o antes amigo e agora inimigo falou, o senado faça corporativismo e a mantenha no cargo. O suplente dela, Sergio Souza, se não me falha a memória, já mandou engomar o terno e de que partido ele é? PMDB e quem ganha com isso? Bingo! Mais um aliado e pau mandado do Renan Calheiros. Neste caso, até o Beira Mar negaria.

Mas confesso que não estou aqui para analisar a problemática da Senhora criada na Vila Lindóia, na capital paranaense. O que me deixa curioso é saber o motivo que levou um programa policialesco da cidade, que tem no comando um instrutor de dança, levar ao ar uma questão política que, para o povo é caso de polícia, mas que não era tema para o momento, utilizando-se de preciosos momentos para comentar o caso. Outros, de mesma repercussão como o do Vargas, nem um pio e da senadora sim?

Seria por acaso um pedido do Beto Richa, que se lambuzou com a questão dos professores, e sentindo uma questão política no assunto - e é, como já disse - pediu (ordenou) ao Ratinho Junior que todos seus principais apresentadores tocassem no assunto para tentar limpar sua barra.

Ou foi o prefeito Reni Pereira, que tem uma petista como seu calo de governo e que é amiga da senadora e ele viu a oportunidade de faturar politicamente com isso. Não estou aqui afirmando nada, mas que estou curioso para saber o motivo do comentário do programa no dia de hoje, isso confesso que estou e, se alguém saber de algo, conta no Face...

Ótima Quarta

PROFESSORES: MASSA DE MANOBRA?

Por: Marcos Mucciatto
Os acontecimentos em Curitiba nos leva a reflexões, e uma delas é que PT e PSDB são irmãos siameses. Primeiro porque ambos fizeram uma campanha, e se elegeram,  pautados naquilo que o povo queria ouvir e não no que seria possível para um governo executar. O governo do Paraná não fez nada de diferente do que Leis para administrar um dinheiro que não é seu, em conformidade com o que fez a Presidente para se safar da lei de responsabilidade fiscal, qualquer prefeito não alienado ao partido estaria na cadeia se fizesse a mesma coisa. Os sindicatos, parceiros do governo federal, iludiram os professores, que no meio de profissionais da bagunça, foram armar uma praça de guerra para tentar tirar o foco da Lava Jato, que não prendeu nenhum inocente até agora, e o dinheiro gerado contratava a oposição para ser situação, mas parece que a fonte está secando e o governo ficando sem a “base”.
SENTI SUA FALTA
Você que disse e cumpriu “Eu não vou para as ruas em 2015 porque já fui nas urnas em 2014”, entenda que as mobilizações de 15/03 e 12/04, apesar de nossos governantes acreditarem que não vai dar em nada, a guerra contra o mau político, e contra a degradação da nação está começando. Não subestimem o povo esclarecido, que começa a sair da inércia e de sua zona de conforto para lutar por um Brasil melhor. A história nos mostra que muitos governantes caíram e até perderam suas cabeças exatamente por isto.
REFORMA POLÍTCA
Nenhum governante fala em: acabar com reeleição do executivo e  máximo de dois mandatos para o legislativo (só estas duas ações quebraria as quadrilhas). Aliás, 5 partidos apenas, seria mais que suficiente. Todos os ''governantes'' do Brasil, até aqui, falam em cortes de despesas, mas não CORTAM despesas. Em nenhuma democracia do mundo as eleições seriam apuradas em uma sala fechada com 20 pessoas e comandadas pelo advogado de um partido, a menos que tivesse conivência do “outro lado”, depois disso cheguei a conclusão que não existe oposição no Brasil.
PARTIDOS POLÍTICOS NANICOS
Querem financiamento público de campanha: hoje, existem 32 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Há no momento 128 grupos tentando cumprir com os requisitos para formar uma agremiação partidária. Caso sejam formalmente constituídos, seus partidários poderão concorrer a mais de 70.000 cargos em disputa nas eleições federais, estaduais e municipais, que se renovam a cada quatro anos no Brasil.
COMO FORAM DISTRIBUÍDOS OS CARGOS ELEITORAIS 2012 e 2014
CARGOS FEDERAIS: 758 ( 1 presidente, 1 vice, 81 senadores, 162 suplentes e 513deputados). Nas ultimas eleições, concorreram 11 candidatos à Presidência, 11 à Vice,  172 ao Senado, 350 à suplência do Senado e 6.175 à Câmara. CARGOS ESTADUAIS: 1.113 (27 governadores, 27 vice e 1.029 Deputados Estaduais), e concorreram 1.310 a governador e vice, e 14.875 às Assembléias Legislativas. CARGOS MUNICIPAIS: 68.562 (5.568 Prefeitos,  5.568 vice e 57.426 vereadores), e concorreram 31.693 a Prefeito e vice, e 451.176 às Câmaras Municipais.
Cada cargo eletivo está atrelado  muitos assessores e funcionários que se eternizam em campanhas eleitorais. 
Enquanto você não se define sobre direita ou esquerda, eles sabem muito bem o que estão fazendo.
Ótima terça-feira a todos

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Reni, a um passo da reeleição

Só o título do post já deu mal estar em muita gente e vou ser crucificado por isso. Não, não torço para que isso ocorra não, muito pelo contrário. Da minha parte, ele não se elegia nem a segunda vez para deputado, como político, é uma lástima (foto do site rogeriobonato.com.br). Mas considerando que a reeleição para prefeito tenha validade para o próximo ano, é bom colocar a barba de molho.

Mas apesar de gostar ou não, desse ou daquele candidato, os fatos ai estão e nos direcionam no sentido de aceitar como válido nossos argumentos. Começamos verificando as nomeações aos quase infinitos cargos de confiança. Ele vai nomeando pessoas com grande poder de convencimento e tais pessoas, experientes como são, puxam uma quantia significativa de votos ou podemos, em sã consciência, descartar os seguidores do Mogênio, por exemplo.

Um outro fato já chama a atenção, a exposição na mídia. Nesta semana quase que diariamente o prefeito aparece em destaque, em horários "especiais" chorando suas virtudes, trabalhos, conquistas e patati, patatá. Com o aval dos apresentadores - há exceção -  nada é contestado e situações embaraçosas, são intencionalmente deixadas de lado.

E agora vem a duplicação da Felipe Wandscheer e cujo término está previsto para abril ou maio do próximo ano e na mesma toada, a duplicação da José Maria de Brito vai ser atrasada, baseada em vários motivos, cuja conclusão se dará no mesmo período. Claro que são obras necessárias sob todos os aspectos, mas o efeito político vai ser utilizado com toda força.

E tem mais um agravante, o povo, aquele que elege. É notório, não só aqui, que são pessoas que facilmente esquecem o passado. Se o momento é razoável, se as obras pipocam nos comerciais, mesmo que meia boca, tornam-se alvos fáceis para os caçadores de votos, cuja nomeação citei acima. Olha o caso da Cláudia Pereira, pelo menos 60% dos votos foram obtidos dessa forma e dessa forma será no próximo pleito.

Mas a aceitação dele é muito baixa nas redes sociais. Oras, formadores de opinião, que debatem diversos assuntos nos faces da vida não passam, se muito, 5% da população votante. E mesmo nas redes sociais, tem os chamados nanicos, partidos que não tem outra função senão ser parte de coligações - pode estar proibida na próxima eleição, devem arrastar também um número significativo de eleitores, sem contar o PT que tem na presidência uma ferrenha opositora ao governo mas que vai assistir a união de seu partido com o prefeito, como já é hoje.

Portanto, para que minhas ideias malucas não se tornem realidade, é bom a oposição deixar o ti-ti-ti social de lado e partir para o ataque, pois não será fácil desmantelar o poder financeiro, controlada pelo prefeito. Quem viver...


 






terça-feira, 5 de maio de 2015

Político, geralmente, é um gozador

E chegamos no meio da semana e as notícias pipocam de todos os lados, algumas nos levam as lágrimas e outras, só rindo mesmo. Por parte do governo vem mais uma propaganda engana trouxa e pago por nós brasileiros, como sempre, contando um monte de asneiras, entre elas a de que o salário mínimo continua valorizado. Oras, mas fazer uma continha bem simples e dentro do mesmo governo do atual partido, o que se comprava a 10 anos atrás com um salário mínimo e o que se compra hoje. Tais brincando?

E não é só o partido da estrela não, pelos lados dos bicudos e em razão da escassez de água, foi feito uma maciça campanha pedindo para que o povo economizasse e agora, lançam um aumento de 15% no bolso do mesmo contribuinte com a alegação que a arrecadação caiu. Pensem bem, esses caras não são uns gênios?

E tem mais, gente do bem, preocupado com o povo de nossa cidade, faz o maior auê contra governos opostos ao seu partido. No geral, os municípios, assim como todos os estados estão capengas e se faz justo uma cobrança por parte de quem é eleito para tal. Mas sejamos coerente, mais capenga que os estados e municípios está aquele que fica com a maior parte do bolo da arrecadação e jogando a conta nas costas do povo. Neste quesito, quem cobra prefeitos e governadores não vira sua metralhadora contra Brasília, é ou não incoerência.

Falando em jogar a conta nas costas do cidadão confesso estar com uma dúvida. A justiça do Paraná determinou aos professores o imediato retorno às aulas e o não cumprimento, seria penalizado com uma multa diária de R$ 40.000,00. Como a greve foi mantida supõe-se que a multa será cobrada. O montante a ser pago vai ser pago integralmente pelo sindicato ou o boleto será distribuído entre os professores? Sugiro que os mestres vão ter que por a mão no bolso.

Essa greve, comandada por uma senhora que foi candidata à deputada federal e não se elegeu - nem professores acreditaram nela - tem uma cara de greve política. Mesmo que o governo atendesse na integra todas as reivindicações, a paralisação, por um motivo ou outro, continuaria pois existe a necessidade de desvio do foco.

E o Costa, aquele mesmo que comandou a Petrobras, disse na CPI que o governo arrebentou com a a empresa. Foi o governo mesmo ou os inquilinos do governo que se vestem de anjinhos. Aliás, quem sabe algum dia estarei vivo para ouvir um político dizer que errou, um bandido dizer que é o culpado, etc, etc. Não se usa mais bigode, como disse dias atrás.

Mas acabo de descobrir o motivo do fujão Pizzolato, aquele mesmo do mensalão, que o Lula disse não ter existido mas que a fuga, por si só, confirma a existência, disse na Itália que preferia morrer a cumprir pena na cadeia no Brasil. A marmita. Já pensaram ele, que se esbaldou com grana ilícita, passar a saborear marmitas geladas servidas em presídios? Seria melhor morrer mesmo? Mas que fique lá, pois gelada ou não, serão duas marmitas à menos a ser servida.

Falando em marmita, o deputado da Paraíba,  Benjamin Maranhão, do Solidariedade, foi solidário, não sei com quem, mas apresentou nota à Câmara pedindo reembolso de R$ 1.495,00 de um simples almoço. Claro que, baseado na atividade particular, foi reembolsado e o dinheiro? Nosso, claro!

Em tempo, disse a casa de leis que errou em pagar o reembolso e já pediu ressarcimento. Será ressarcido?

Mas para finalizar o sofrimento de hoje,a PF age na Petrobras e logo seus tentáculos alcançarão o BNDES. Mas farra por farra, a tal verba remuneratória para a atividade parlamentar não é la´, digamos assim, mais que indecorosa?

Sucesso na quarta, volto assim que parar de rir ou quando uma nova piada política for destaque.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Suposto abuso de poder no Cecilia Meireles

Nossa vida está uma correria e falta tempo até para atualizar o modesto blog. Recebo muitas mensagens via e-mail, na grande maioria, comentando o engodo que é a Dilma, o Reni e agora o Beto Richa. Entre os e-mails, surgem pessoas que apoiam os citados, vivemos numa democracia.

Mas quando surge uma denúncia, não nos furtamos de levar o caso adiante, ainda mais quando a reclamação diz respeito a abuso de poder. Sendo assim, transcrevo a seguir o inteiro teor da reclamação, preservando, a meu critério, o nome da autora.

"Sou professora da Escola Municipal Cecília Meireles, no bairro do Ouro Verde, região do Porto Meira.

Pensando no bem estar e na saúde dos profissionais da Educação, começamos em nossa escola um projeto de atividades físicas após o expediente. Duas vezes na semana, das 17:45 as 18: 30 temos aulas de Zumba, onde algumas mães também participam. 

O caso é que na semana passada, um policial, vizinho da escola, nos ameaçou e disse que se não parássemos ia chamar uma viatura. Conversamos, ponderamos sobre o horário e continuamos nossa aula.  Mas ontem... Ele chamou a viatura e seus colegas em apenas CINCO MINUTOS chegaram. 

Ai eu pergunto: Isso não é abuso de poder? Porque que quando são chamados para outras ocorrências não são tão rápidos assim? Caso de invasão, gente passando armada em nosso pátio, até gente baleada já teve... Isso sim é caso de polícia. Mas se eles querem problemas sonoros, aqui vai... Porque que quando ligamos para reclamar do "inferno" que é o fim de semana a uma quadra da escola com um bailão que vai até a madrugada de segunda, ninguém aparece?  Uma das colegas professoras mora ao lado, tem um filho de 9 meses e liga todo domingo... nunca apareceu ninguém... 

Estamos nos sentindo constrangidos, e ameaçados. Precisamos de ajuda. Por favor, nos ajudem!!!

Abraços

Professoras do Cecília Meireles e Região"

O caso foi exposto conforme solicitado. Antes de mais nada deixo meu e-mail mais abaixo para que venha ao conhecimento do comando do 14o. BPM e que a veracidade dos fatos sejam devidamente apuradas. Não só neste órgão público ocorrem fatos isolados de tal natureza, pessoas que, fazem uso de uma suposta autoridade ou cargo, se achando no direito de fazer aquilo que acha mais conveniente, mesmo que a parte atingida esteja no seu devido direito.

Nosso espaço, além de comentários políticos, servem também para denúncias e o contraditório é respeitado. Assim sendo, tanto o comando da gloriosa Polícia Militar quanto o soldado indicado no texto, que não sabemos o nome, tem aqui o mesmo espaço para seus comentários.

Escrevam, ronaldalbanez@hotmail.com

Um feriado santificado para todos.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Quando o "fio de bigode" valia alguma coisa

E já faz tempo isso, mesmo que hoje muita gente Brasil afora ainda adota tal ato de moralidade, dentro da classe política trata-se de um ser em extinção, se já não extinto. Digo isso baseado no Projeto de Resolução do Senado 37/2011, de autoria do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que impede a retirada de assinaturas de pedidos de comissões parlamentares de inquéritos (CPIs) depois de lidos em Plenário. Os parlamentares contrários à proposta defendem o direito de mudarem de ideia. A proposta está aguardando relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Isso é cômico, se não fosse o cúmulo do ridiculo. Parlamentares, lá, aqui e acolá, usam do artifício para medir a aceitação ou não da sociedade. Se uma grande parcela reclamar, o nobre vem à público dizer que, em nome do povo que ele representa, resolve tirar o apoio a uma CPI - que é o caso do Projeto - e não menos comum, que qualquer coisa que se busca apoio dentro das casas de lei. Mas não para por ai, outros vâo na mesma toada se a proposta causa problemas aos governantes da hora e aqui, a coisa é mais rendosa, quanto que se leva para retirar - ou mesmo inserir - sua assinatura em qualquer tipo de requerimento?

Ah seu eu fosse gerente de banco, não emprestaria dinheiro para essa turma de jeito nenhum. Imagina o dito cujo pegar a grana, gastar e depois, na base do jeitinho, me envia uma carta retirando sua assinatura do contrato. Estão rindo? Para levar vantagem essa turma congela água na base do sopro, se arrisque pra ver.

Assinatura de político é caso complicado. Alguns - raros por sinal - dispensam tal formalidade mas outros. Tem um sujeito em Foz e deve ter na sua região também, nobre leitor do blog, que se assinar um documento, mandar reconhecer sua firma, de posse do referido papel, tenho o cuidado de mandar reconhecer a firma de quem reconheceu a do político e mesmo assim, ainda fica uma ponta de insegurança. Não foi a toa que escrevi na última postagem, na quarta feira, a moral dos homens se torna, a cada dia, uma coisa rara, tudo se faz em nome das vantagens, próprias, de preferência.

Tem lá suas razões o nobre senador com relação à sua proposta, mas ela poderia ir além, muito mais além. Em vez de se até na segurança dos atos de cada assinatura, deveria atingir também o que se fala. Imagina você leitor, ter em suas mãos uma lei onde qualquer um que se sentisse prejudicado, poderia, mediante vídeo legítimo, cobrar na justiça a não realização de uma promessa feita para angariar favores - votos, no caso. O que teríamos de neguinho pendurados na brocha seria uma festa mas, há um porém, não existe tal lei pois neste caso acabaria com o horário - nada - gratuito para propaganda política, iriam falar o que? Da campanha do Foz Futebol Clube? Da noiva do Neymar, piada de pescadores, os benefícios do BBB - eles acham, não riam... E sendo assim, poucos usam bigodes, já perceberam?

É prácabá mesmo!

Final de semana na paz de Deus, com saúde e o aconchego da família. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

O Brasil faliu financeiramente e o que é pior, moralmente.

Dois fatos merecem destaque neste feriado de Tiradentes, um diz respeito ao "mar de rosas" que vivem os partidos políticos no Brasil e, antagonicamente, o drama vivido pelos brasileiros residentes no oeste catarinense, mais precisamente em Xanxerê, que sofreram com um tornado que sérios prejuízos causaram à população.

O antagonismo citado acima se dá na atitude tomada pelo governo federal em ambos os casos. No primeiro, para alimentar o trem da alegria, foi sancionada a lei que aumenta para "modestos" 867 milhões de reais o valor a ser distribuído aos partidos políticos como verba partidária. Não interessa se quem paga a conta tem deficiência de segurança, não interessa à eles se nossa base de educação é péssima - sem demérito aos mestres - e muito menos, se interessam eles, que os corredores de hospitais - quando existe - estejam com suas estruturas saturadas, causando um amontoado de gente buscando socorro nos corredores.

Interessa, e como interessa, que terão mais verbas para toda a semana invadir, sem permissão, seus lares, contando um monte de mentiras, vendendo ilusão, coisas que eles mesmos sabem que não poderão cumprir. Sabem que, mesmo sendo verba pública, não estão sujeitos, assim como sindicatos, a fiscalização federal para verificar a aplicação do dinheiro dentro daquilo que foi proposto, não à toa que assistimos todos os dias, propostas de lançamentos de novos partidos. Quando uma parte perde o acesso ao cofre, cria-se novo partido e tudo às mil maravilhas.

Mas o povo de Xanxerê e região não são políticos, são aqueles que arcam com os custos da categoria acima mencionada. Neste momento de dificuldades, vem o governo informar a bondade de liberar o FGTS para amenizar a crise que vivem no momento ou em outras palavras, o governo deu o seu dinheiro, mandou você usar sua poupança para solucionar seu problema, isso se todos lá tiverem direito e saldo para o respectivo saque.

FGTS que rende metade do que se paga na poupança. FGTS que é utilizado na construção de casas populares, que não são de graça e que contam com juros no minimo três vezes maior do que se paga, trata-se do governo o maior agiota do mundo. Como ocorreu em tragédias passadas, até hoje o montante direcionado para o povo não foi liberado totalmente e, se foi, com certeza foi desviado. Quando cabe ao governo socorrer o povo, seja lá de que maneira for, atrasos e burocracia tomam conta do processo mas fica a dúvida, vai existir atrasos no repasse de 867 milhões para que os mandatários partidários façam a festa? Não, isso sim é motivo claro de impeachment não às barbáries praticadas contra toda a população.

Ajuste fiscal mostra a falência financeira do governo e os dois casos - para só ficar nesses - citados mostra a total falência moral.

Até...


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Senti sua falta


REFORMA  ELEITORAL

Foram 505.777 candidatos para ocuparem a 70.433 cargos eletivos, e esta movimentação nas eleições foram todas bancadas pelo dinheiro dos contribuintes nos cartórios eleitorais desde o registro destes candidatos. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral foram gastos 5,1 Bilhões de reais. Estes números foram gerados por apenas 32 partidos, imaginem se tivermos o total de 160. Na reforma política se fala em financiamento público de campanha, e eu pergunto: Quanto mais de impostos teremos que gerar para sustentar esta máquina?

SENTI SUA FALTA
Foram duas mobilizações até agora e acredito que apesar de nosso governo acreditar que não vai dar em nada, a guerra contra o mau político, e contra a degradação da nação está começando. Não subestimem o povo esclarecido que começa a sair da inércia e de sua zona de conforto para lutar por um Brasil melhor. Todos os ''governantes'' do Brasil, até aqui, falam em cortes de despesas - mas não CORTAM despesas - querem o aumento de impostos como se não fôssemos o campeão mundial em impostos. A história nos mostra que muitos governantes caíram e até perderam suas cabeças exatamente por isto. Alguns exageros nas manifestações existem, mas em resumo queremos que a democracia vença.

REFORMA POLÍTCA
Nenhum governante fala em: unificar as eleições;  acabar com reeleição do executivo;  máximo de dois mandatos para o legislativo; reduzir as mordomias dos poderes da República;  redução do número  de deputados;  acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada; redução do número de senadores;  redução da quantidade de vereadores; diminuir os gastos das Câmaras Municipais e das Assembleias Estaduais; acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas atividades; Aliás, 5 partidos apenas, seria mais que suficiente.

PARTIDOS POLÍTICOS NANICOS
Porque se fala tanto em financiamento público de campanha: hoje, existem 32 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Dependendo dos caminhos da reforma política, o quadro tende a piorar. Há no momento 128 grupos tentando cumprir com os requisitos para formar uma agremiação partidária. Caso sejam formalmente constituídos, seus partidários poderão concorrer a mais de 70.000 cargos em disputa nas eleições federais, estaduais e municipais, que se renovam a cada quatro anos no Brasil.

COMO FORAM DISTRIBUÍDOS OS CARGOS ELEITORAIS 2012 e 2014
CARGOS FEDERAIS: 758 ( 1 presidente, 1 vice, 81 senadores, 162 suplentes e 513 deputados). Nas ultimas eleições, concorreram 11 candidatos à Presidência, 11 à Vice,  172 ao Senado, 350 à suplência do Senado e 6.175 à Câmara. CARGOS ESTADUAIS: 1.113 (27 governadores, 27 vice e 1.029 Deputados Estaduais), e concorreram 1.310 a governador e vice, e 14.875 às Assembléias Legislativas. CARGOS MUNICIPAIS: 68.562 (5.568 Prefeitos,  5.568 vice e 57.426 vereadores), e concorreram 31.693 a Prefeito e vice, e 451.176 às Câmaras Municipais. Cada cargo eletivo está atrelado a  um grupo de assessores e funcionários, mas estes números podemos abordar em outro momento, porque não caberia nesta matéria

domingo, 29 de março de 2015

Pode ser dada a largada para a eleição 2016



Tudo depende de segunda votação no Senado Federal, ratificando a PEC onde proíbe a coligação para o pleito proporcional, vereadores e deputados. Tal decisão vai mexer com o ambiente interno dos partidos políticos, principalmente os chamado nanicos que, sendo parte de uma coligação, lançam somente alguns nomes para a disputa. Partindo-se dos dados das eleições de 2012, aplicamos a nova regra em cima dos dados somente para ter uma ideia de como é e como seria.

Na imagem abaixo podemos ver o nome, partido e quantidade de votos dos quinze vereadores eleitos em Foz do Iguaçu.



No modelo em vigor até o momento, cada partido ou coligação elege o candidato mais votado quando se atingir o quociente eleitoral. Na eleição passada, eram necessários pouco mais de 10 mil votos para se eleger um vereador. Utilizando-se do critério direto, onde os mais votados estariam eleitos, teríamos a seguinte composição.



Neste caso, não estariam no cargo o Vitorassi, o Bobato e o Darci Siqueira que seriam substituídos pelo Chico Noroeste, Prof. Sergio e o Loli Dalla Corte. Mas considerando que tal regra, dos mais votados, não se aplica, usamos o quociente eleitoral considerando somente os partidos, como deve ser, se aprovado, a nova composição da Câmara de Vereadores.




Baseado na figura anterior, PTN, PSB e PT fizeram mais que 10 mil votos, elegendo diretamente 1 candidato cada um. Seguindo-se em ordem decrescente pela quantidade de votos de cada partido, teríamos um legislativo com a seguinte configuração.



Só salientando, o PT faz 2 vereadores e o PMN nenhum em razão de que, tirando-se 10 mil votos do primeiro, restam ainda 4 mil votos, superior a votação do PMN, que é de 3.927. Neste caso, o nome dos eleitos:



E ficariam de fora...



O apresentado até aqui foi simplesmente um simulação, sem a intenção de desmerecer o mérito de cada um. É somente uma análise de uma possível situação. Assim sendo, podemos tirar algumas conclusões.

Há pessoas que não se elegeram no pleito passado que passa a ter seu passe disputado a peso de ouro pelos partidos, pois uma legenda que quiser se dar bem, vai ter que lançar chapa completa (37 candidatos – número de cadeiras + 150%) e de preferência, bons de votos. A seguir, os candidatos com mais de mil votos que não se elegeram e passam a ser, teoricamente, os mais cobiçados. 



Lembrando que mais partidos entram na disputa no próximo ano. Cada legenda deve ter candidatos que, na sua totalidade, consiga fazer uma média de 270 votos para eleger um sendo que a média aumenta proporcionalmente a cada 10 mil.

Sendo assim, um cenário que se desenha é a famigerada troca de partidos, seja em busca de uma condição melhor para a disputa ou simplesmente por motivos, digamos assim, nada democrático.

E finalizando, a situação, se realmente aprovada – tenho minhas dúvidas – vai fazer uns e outros, detentores de cargo na atual legislatura, a ressuscitar o projeto de aumento das cadeiras, o povo vai deixar?

Para contato, se necessário, meu e-mail é ronaldalbanez@hotmail.com, com educação...

Ótimo domingo à todos.

sábado, 28 de março de 2015

É culpa dos professores, MacDonald, FHC, menos dos incompetentes

O assunto da semana que se encerra foi, sem dúvidas, o abusivo, irresponsável e fora de hora, aumento do IPTU na cidade. E alguns, supostamente bem informados, apoiam a iniciativa pois poderá cobrir o aumento concedido por lei e não cumprido, aos professores.

Outros não se esquecem da administração passada, confirmam que a divida milionária deixada por MacDonald causa estragos até hoje, coisa de 30 milhões. Sem dúvidas, um montante desses, causa  problemas futuros mas vamos nos ater a um detalhe, muito menor, mas muito menor mesmo que os 800 milhões informados quando do inicio da atual gestão e dai, partiu-se para o vício da mentira ou desvio, do conhecimento público, da real verdade.

Antes de mais nada, não existiu um aumento na alíquota do imposto e muito menos ajustes no valor venal do imóvel, o que fez a prefeitura e seu órgão competente, foi aumentar - e muito - a metragem de cada imóvel fazendo com que o valor desembolsado no ano anterior, fosse metade ou menos do que se cobra hoje, mas você conhece alguma moradia ou comércio que teve sua área útil construida dobrada nos últimos anos?

Chega-se ao cúmulo de uma cada passar de 300 metros para 600 metros. Sabendo-se dos benefícios que qualquer deputado faz questão, vale lembrar que os imóveis - casas - cedidas aos mesmo em Brasília, são imóveis de 200 metros quadrados e então fica a questão, se lá é assim, estranha o fato dos inquilinos da Capital Federal morarem em um cubículo. Você já viu o tamanho do seu imóvel?

Tudo bem, se a questão é cobrir o aumento dos professores, achamos que o aumento de 1% na alíquota do IPTU já seria mais que suficiente para cobrir tal benefício, mas por que então tal aumento e com a possibilidade de aumento também na alíquota do Issqn?

Não tenho dados precisos para qualquer tipo de afirmação, mas baseando-se na saúde pública, o município quebrou. Se a situação local já era critica ficará pior ainda nos próximos anos pois o Brasil, como um todo, parou economicamente e a arrecadação vai para o buraco.

Sem arrecadação e com eleição no ano que vem, como fazer as mirabolantes obras que garantam votos? Só esfolando o bolso do já combalido contribuinte. E tem mais, qual será a verdadeira dívida da prefeitura - tem muita gente que não recebe - que causa arrepios na administração pois a Lei de Responsabilidade Fiscal pode engaiolar mal gestores?

Foi uma modesta análise do problema da cidade mas como político nunca, mas nunca mesmo, será humilde o suficiente para admitir suas deficiências, acaba a conta caindo nas costas dos professores, mal remunerados por sinal e, sem querer defender o passado, atribui culpa em quem já se foi, mas cortar na própria carne de jeito nenhum, né senhores.

terça-feira, 24 de março de 2015

Estado Cleptocrata

Por: Marcos Mucciatto

Mais de 600 mil cargos comissionados

Estado cleptocrata não é apenas o reconhecidamente governado por corruptos, senão também o governado ou cogovernado por aqueles que buscam extrair da coisa pública vantagens pessoais ou partidárias decorrentes do patrimonialismo, que significa o estatismo abusivo, a confusão entre o público e o privado, o uso do patrimônio público como se fosse patrimônio privado, a troca de favores, o favorecimento de setores da economia, o empréstimo de dinheiro público a apaniguados, o empreguismo dos cabos eleitorais e apoiadores, o corporativismo, o clientelismo, o fisiologismo, o nepotismo, o parentismo, o amiguismo, o filhotismo, o “onguismo”,  emendas de distribuição de verbas, reservando-se parte do amealhado para o autor da emenda, o novo peleguismo dos sindicatos, a cooptação  e servidão ou clientelismo midiático, o aparelhamentismo do Estado, o assistencialismo, o bolsismo educacional fundado em interesses eleitorais etc.

COTA DO FRED

Diariamente são incontáveis os exemplos de todos esses malefícios, particularmente os chamados de empreguismo ou filhotismo ou nepotismo ou parentismo ou amiguismo: o prefeito de SP (Haddad-PT), por exemplo, nomeou três amigos do seu filho Frederico para ocuparem o cargo comissionado de assessor técnico no seu gabinete, com salário de R$ 3,3; é a famigerada “cota do Fred”!  Trata-se do empreguismo, motivado, no caso, pelo amiguismo. Mais um uso indevido da coisa pública como se fosse patrimônio particular. O fenômeno pertence à categoria mais ampla do patrimonialismo, que é um dos nossos vícios originais. A governadora Suely Campos (PP-RR) nomeou 19 parentes. Também o nepotismo trocado virou moda no território nacional, com Pezão com Eduardo Paes etc. Uso do dinheiro público de uma forma tão aberrante quanto qualquer outra forma de roubar. E tudo, “normalmente”, impune, considerado apenas como parte da cultura do sistema.

Federal, Estadual e Municipal.

No Estado cleptocrata brasileiro o patrimonialismo se revela mais agudamente imoral no excesso de nomeação política para cargos comissionados, que dá margem para pressões políticas, ineficiência administrativa e corrupção, com resultados extremamente maléficos para a sociedade. No nível federal são 22.700 cargos, preenchidos de acordo com escolhas acima de tudo políticas. Os Estados Unidos, com estrutura de governo bem maior que a brasileira, têm apenas 8.000. Nos governos estaduais são 115 mil indicados pelos governadores e seus aliados; nos municípios é meio milhão de indicados por critérios que normalmente não aferem a meritocracia.

MOEDA POLÍTICA

Esses cargos servem como moeda política para presidentes, governadores, prefeitos, vereadores, deputados e senadores. São vagas destinadas ao fisiologismo, às alianças partidárias renegociadas a cada eleição, retribuindo  financiadores, candidatos não eleitos e cabos-eleitorais; essa alta rotatividade prejudica, evidentemente, a eficiência da governança. Quanto maior o número de indicações políticas num órgão federal, menor a capacidade de o servidor fazer seu trabalho. A conclusão é de um estudo de 2013 com dados de 325 mil servidores brasileiros.  A  ONG Transparência Brasil, propõe limitar o número de cargos comissionados; em 2011, a pesquisadora Maria Celina D’Araújo, da PUC do Rio de Janeiro, constatou que um quarto dos funcionários federais nos cargos comissionados federais de alto escalão eram filiados a algum partido. Desses, 80% eram para sustentação do partido no poder uma grande parte dos nomeados pagariam “dizimo”.