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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Eleições 2014 - Perigo iminente

Aqui em casa a chefe geral já afirma, faz tempo, que sou chato, que a idade pegou e quanto mais velho, mais ranzinza. Teve até um ex-seguidor que pediu para que eu fizesse as malas e voltasse ao local de onde vim. Aliás vou fazer o que a não ser concordar, mas tem situações onde aquilo que você fala incomoda e como existe sempre a velha e surrada falta de argumentos, a apelação vem a tona. Faz parte!

Como é praxe em campanhas eleitorais, as ruas já começam a ficar mais sujas com as propagandas distribuídas e hoje recolhi um pequeno jornal (tabloide) que se supera quando o assunto é convencer o eleitor a votar no candidato. A chamada principal no citado informativo, com letras grandes em vermelho e fundo amarelo, possui a frase "Vamos construir um projeto que vai incluir Foz do Iguaçu".

Me chamou a atenção a chamada, que não diz nada, e quem sabe no interior do mesmo um texto explicando qual seria o projeto e, como candidato de Foz, como não incluir Foz? Nada, a única coisa que existe são suas atitudes para obter mídia gratuita durante seu mandato e citações de tudo o que fez como vereador, 247 indicações, 27 requerimentos e 19 projetos. Projetos para o bem da comunidade ainda vai mas indicações e requerimentos...  Fazendo-se uma continha simples, 19 meses de mandato a um custo de 9 mil por mês (acho que é isso o salário de um vereador) tivemos um gasto de R$ 171.000,00 sem contar outras fontes, concluímos que o candidato em questão cobra a bagatela de R$ 580,00 por indicação, requerimento ou projeto.

Isso não é nada, se apresenta como postulante ao cargo de representante do povo em Brasília sem ao menos citar uma linha daquilo que pretende fazer no meio  de tantas raposas que vai encontrar. Mas se não bastasse, deve fazer mais de 7.000 votos, é brincadeira?

Mas isso me fez analisar os demais candidatos. Tem de tudo a nível de assembléia estadual e federal. Fazem coligações de tudo quanto é jeito, seja de Foz ou não, onde a nítida meta é a eleição a todo custo, seja a cidade beneficiada ou não. Para o governo também são lançadas propostas vagas, não existe o como, onde, quando e por que.

Mas o mais preocupante, no meu mode de ver, está no cargo máximo da nação. Existe uma crise terrível que se avizinha, que já está em andamento. Como chegou a tal ponto talvez não seja o momento oportuno mas sim o que vai ser feito no próximo ano. A economia brasileira está cambaleante apesar de negarem o contrário. Dentre todos os argumentos que quem trabalha com capital é a certeza de investimento imediato em Dólar ou outro ativo para não perder a capacidade de compra. Essa preocupação é transmitida por gente da esquerda, da direita e centro e isso torna-s demais preocupante quando estamos vendo que ninguém toca no tema a fundo e existe uma explicação para tudo, o remédio é amargo e uma tomada de posição neste sentido significa perda de votos no momento. 

Portanto estou alerta, não quero ser surpreendido por medidas que não avalizei e para isso tenho o direito de saber quais medidas podem ser tomadas ou votaremos no escuro novamente? Portanto senhores candidatos, se mexam...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O dinheiro sumiu


É de praxe quando encontramos amigos que trabalham no comércio da tríplice fronteira, e os negócios, como vai indo?

Estamos numa época que a resposta é sempre a mesma, acabou o dinheiro em Foz. Lojas no Paraguai que vendia coisa de 200 mil dólares mensalmente para um certo cliente, hoje não atinge 60 mil. Quem tinha coisa de 30 funcionários, dá graças a Deus por conseguir manter o emprego de 20, isso do lado de lá na fronteira mas que tem reflexo imediato do lado de cá.

O comércio de prestação de serviços é afetado. Vamos pegar o exemplo de uma Auto Center. Há uma década atrás a concorrência no setor era, digamos assim, equilibrada, todos trabalhavam e ganhavam. Hoje, tais lojas se multiplicaram e a procura pelos serviços despencou, justamente pela queda das vendas no Paraguai e o arrocho aos turistas argentinos que inibem a vinda deles para essas bandas.


Outro termômetro é verificado dentro das grandes redes de supermercados. Estão praticamente vazios e os caixas, quase dormindo esperando os clientes com suas compras. É o reflexo do momento que passamos apesar das autoridades não acreditar no fato e dizer a verdade custa voto e sem ele, vai-se o cargo.

E como sempre, tem algo que colabora com nossos comerciantes. Greves! Por ser fim de mundo aqui, como alguns pensam, quando se pensa em reivindicar algo do governo brasileiro, pensam em greve e começa por onde, claro, Foz do Iguaçu! Nãoé a toa que o atual prefeito chiou uma barbaridade com os números da população da cidade do último senso mas ele não considerou um detalhe, há excesso de mão de obra e falta de colocação para os mesmos. Chega um ponto que resta somente a busca de novos ares considerando-se também a criminalidade que, apesar dos esforços da combalida segurança de Foz, fazem o possível tentando coibir tal prática.

E como dito, o discurso oficial feito por gente, na pior das hipóteses, irresponsáveis tentam esconder o fato. A “marolinha” não chegaria aqui. Chegou e é só o começo. Numa economia globalizada, o Brasil se safou da crise americana em 2008 mas a da Europa, que não dá sinais de recuperação, levará muito mais tempo para uma solução e os países emergentes, será sim os mais afetados. Dentro de nossa casa podemos ver que a indústria, mesmo com todos os subsídios, entra em ritmo de desaceleração. A inflação é crescente e todo mundo sabe disso, vá comprar um kg de tomate e veja se encontra por menos de 5 reais.

Pois é, a luz no fim do túnel vai aos poucos se apagando. Mas não se apaga em Brasília que deveria criar  leis e condições para que todo esse processo não atinja nossos trabalhadores e empresários. Poís vejam, conforme o site Congresso em Foco, “Os senadores gastaram mais com o mandato nos seis primeiros meses de 2012 em comparação com o mesmo período do ano passado. E quem paga a conta é o Senado, que reembolsa as despesas dos parlamentares com atividades atribuídas ao exercício do mandato. Apenas nos seis primeiros meses do ano, o Senado ressarciu R$ 7,52 milhões de despesas dos senadores com combustível, hospedagem, alimentação, aluguel de escritório, consultoria, segurança privada e divulgação do mandato, incluídas na antiga verba indenizatória. Um crescimento de 54% em relação aos R$ 4,89 milhões referentes a esse mesmo tipo de despesa, considerado o igual período de 2011.” Leia a integra da matéria. 

Assim sendo, volto novamente a afirmar, a política de Foz no que diz respeito ao emprego e renda, deve traçar novos caminhos. O Turismo em si, seja de negócios, passeios ou mesmo de compra não podem ser colocados em segundo plano, mas deve se projetar um novo modelo que supra as necessidades de nossa região.

Ótima quinta e se preparem, lá na esquina tem um cabo eleitoral a espreita.