O episódio que culminou com a
absolvição do deputado federal preso foi motivo dos mais diversos comentários e
nós não poderíamos ficar de fora. Normalmente a lógica seria uma dura crítica
ao resultado da votação, mas espera ai, não seria a hora de olhar todo o
processo por outro ângulo? Foi isso que fiz nesses dois dias!
A ciência que trata da mente
humana nos ensina que, o resultado em si, considerando quem votava, trata-se de
mais um daqueles casos que podemos chamar rumo natural. A questão toda se
baseia em três pilares. O primeiro é que quem manda realmente no Brasil é o
congresso. Sendo o Executivo instrumento de manobra daqueles senhores, quem é
então o STF?
Por outro lado alguns invocam a
constituição, mas quem falou que a liderança do PT assinou aquele instrumento?
Se não assinaram, o mesmo só terá validade no governo de quem a sancionou. O
partidão e os aliados seguem outro caminho.
E foi clara e notória o
desrespeito a hierarquia quando um promotor qualquer propôs denúncia contra o
nobre deputado sem a autorização formal da casa de leis oras, se ele e aliados
são da casa, a casa que puna, se for o caso!
Foi um placar apertado com muitos
deputados votando a favor da perda do mandato mas os números já estavam
definidos. Como a votação era secreta você poderia votar contra a cassação e
dizer que votou a favor, como provar o contrário? Por outro lado, como o
esquema já estava definido, votando a favor ou contra não surtiria efeito
nenhum e assim, deu no que deu.
Mas vocês não sabem, o que casou
lágrimas no congresso foi o discurso do deputado (réu é um termo pata plebeus)
dizendo da falta de água dentro do presídio, que na hora do banho para se
dirigir a sessão teve que encarar água fria. Que dorme em estado deplorável
usando edredom comprado no Paraguai. Os deputados, sentidos logo pensaram, se a
ingrata justiça faz isso com um cidadão que possui imunidade parlamentar, o que
estará sofrendo o Marcola e o Beira Mar que nem isso tem?
Além disso, o que será da família
do pobre preso, que terá que devolver o apartamento funcional. Vão para onde
agora, uma casa do Minha Casa Minha Vida? Não, não podemos tomar os direitos do
companheiro. Dignidade não pode ser retirada assim numa canetada, nem que seja
por um ministro cotado para a presidência.
E tem mais, a Bolsa Reclusão que
a família dele terá direito será de apenas 1.200,00 reais? Oras, isso não paga
nem o IR do motorista da família. E viverão do que os familiares do nobres
assessores do parlamentar?
Não, o congresso não pode ficar alheio
a tamanho disparate, comissões serão criadas no sentido de contornar tais
problemas pois nunca se sabe se alguns deles logo não estarão na mesma situação
e caso a turma que enfrenta o processo do mensalão caia na mesa tocaia armada
pelo STF contra a casa, nos casos envolvendo os ilustres citados no mensalão,
não se abre nova votação pois já se trata de jurisprudência.
Portanto e pelo exposto, não
tecerei crítica alguma e tenho certeza que os nobres que me honram com suas
visitas ao blog chegarão à mesma conclusão. Agiram certo! E ciente de minhas
obrigações como cidadão, abro aqui uma campanha para auxiliar todo o processo,
quem possuir um manequim daqueles de roupas que não usa mais me avise.
Assim como um jogador de futebol
não é nada. Assim como o policial sem sua farda é um ser normal. Assim como o
viciado necessita de suas pedras, vou usar o manequim doado e mandar para
presídio pois deve ser horrível, em época de campanha, um virtuoso político não
ter umas costas para dar uns tapinhas...
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