domingo, 21 de abril de 2013

O índice do Ideb de Foz só deve cair desse jeito...


Quando pensamos em Gestão Escolar não devemos esquecer a importância do planejamento, definição de prioridades, fortalecimento do vínculo com a comunidade, aproximação dos pais, engajamento de toda a sociedade. Não podemos esquecer também da gestão eficiente dos recursos, algo que é absolutamente imprescindível, embora ainda pouco discutido e desconhecido por muitos. Destaque para a aprendizagem dos alunos que é o eixo central de qualquer gestão.” Joane Vilela Pinto

Uns meses atrás, o apresentador Luciano Alves, baseado na CE instalada para verificar irregularidades cometidas quanto ao índice obtido no IDEB pelo município, disse que seria aplicado no corrente ano um trabalho transparente e que, com certeza, o índice cairia. Realmente, deve cair mas não pela propalada transparência e sim pela visível incapacidade administrativa.

Antes de continuar nossa explanação, quero lembrar que o vereador que propôs tal comissão falou que, pelo fato de não existir reprovação no último ano do primeiro grau, as notas foram altas. Mas vejam como é a vida, eu tive acesso ao resultado completo de uma escola municipal onde, pelas notas obtidas pelos alunos, a média final seria superior ao 7 que ela levou e o que fez perder um ponto percentual, foi justamente a quantidade de reprovados naquele ano. Senhor vereador, como sempre sua senhoria abriu a boca para falar sem conhecimento e baseado em afirmação de meia dúzia de descontentes, que são poucos mas existem?

Voltando a nossa explanação. Conversando com alguns professores da rede pública, me veio a informação que as coisas estavam complicadas. Como tive tal afirmação de poucos, fui em busca de subsídios para poder fazer uma análise criteriosa dos fatos e pasmem, a coisa está feia.

Tão feia que professores nem diário de classe tem. Vamos olhar com carinho o que fazem com a educação. Quanto custa um diário de classe R$ 5,00,  R$10,00, vamos usar esse  último como parâmetro. Quantas turmas existem na cidade, 1.000 turmas se muito? Então, um diário de classe para cada turma seria adquirida por 10 mil reais e com dispensa de licitação já que é uma coisa emergencial.

O problema é que estamos em moratória. Tá bom, a moratória existe? Por que a mesma não atinge a Fozhabita que comprou televisor e outros aparelhos eletrônicos por 6 mil, sem licitação e de um atacadista do ramo de papelaria, como já falamos aqui?

Oras, se o problema são os 10 mil, deixa de nomear um comissionado com salário de 5 mil mensais por dois meses e já tem verba para o material. O que é mais importante para a população como um todo, um assessor que não vai agregar nada pois foi nomeado para atender questões políticas ou um professor em sala de aula com a estrutura necessária para lecionar? Acho que a administração da mais valor ao primeiro, pelo menos os fatos assim mostram.

Alguns até falaram que “...tem CMEI’s que não tem nem papel higiênico e outras coisas básicas, e ao ligar para os responsáveis, dizem que não têm prazo para mandar o material...”. E a miserável verba que é passada aos APME’s que até dias atrás não tinha sido depositada, forçando os diretores a criar rifas, promoções e outras coisas para atender o básico. Até o final do mandato chega?

Por que a Secretaria de Educação não informa a população da quantidade de professores que querem largar as turmas do quinto ano, pela falta de apoio ou na dúvida que recaiu nas suas costas quanto ao índice alcançado no passado. Já sei a resposta, o espírito do Paulo não deixa a coisa andar. Oras, espante o espírito ou então saia do terreiro.

Pois é Luciano Alves, o índice deve cair mas como estamos na cidade onde o rabo abana o cachorro e tudo aquilo de bom que um faz o outro destrói, cairá pela incompetência e nunca pelas possíveis fraudes. Mesmo que não tenha existido fraude, mas no discurso, vai existir!

Veja Aqui a integra da entrevista da ex-secretária de educação e Foz e hoje em São Paulo, Joane Vilela.



Uma ótima semana à todos.

Um comentário:

  1. olga regina souza22 de abril de 2013 10:25

    Amigo Ronald Albanez, como sempre suas colocações são excelentes, o que estão fazendo com a Educação e Saúde é uma barbárie, estou "doente" de ver o desmanche de tudo que estava dando certo. O retrocesso na educação em Foz já começou, o IDEB já deve estar a caminho de uma vertiginosa queda, mas o "assistencialismo demagógico" está em alta. Um povo sem saúde e sem educação, de níveis humanamente normais, é um povo facilmente dominável e conduzível, qualquer mal intencionado assume o poder e ainda é aplaudido. Mas, existe uma grande parte da população, que antes entendia que tudo relacionado ao governo era politicagem, mas atualmente está conseguindo perceber que nossa vida é conduzida pelas políticas públicas e em todos os setores, sendo assim começaram a analisar, opinar, defender e exigir que mudanças ocorram na condução dos assuntos de interesse comum á população. O Facebook, Blogs e outros meios de comunicação em massa é o grande instrumento do conhecimento e da transformação da cultura medíocre "eu não vivo da política", mas a má política vive dos alienados e dificulta a vida de todos nós. Vamos continuar com a crítica e sendo fonte de informações sérias como as suas, assim faremos nossa parte como cidadãos do bem e da vontade de que tudo possa ser conduzido de forma democrática e justa para todos. Grande Abraço!

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